Do lixo à rede elétrica: SP ganha a maior térmica verde da América Latina

eng-logo English

[este artigo foi publicado na Gazeta do Povo no dia 31/10/16, confere o artigo completo aqui]

Exemplo de uso do lixo para geração de energia, usina movida a biogás de aterro sanitário tem capacidade de fornecer eletricidade para cidade de até 300 mil habitantes.

Projeto  que transforma gás metano do lixo em energia elétrica custou R$ 100 milhões. | Com potencial de geração de 29,5 megawatts (MW) de energia limpa a partir de resíduos urbanos, a maior termelétrica movida a biogás da América Latina foi recém-inaugurada na região da grande São Paulo. A Termoverde, instalada no aterro sanitário do município de Caieiras, produz energia a partir do metano e desponta como importante reforço energético para a região. O custo total do projeto foi de R$ 100 milhões.

Construída pelo Grupo Solví em uma área de 15 mil m², a termelétrica gera 26 MW por hora, energia suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes. A instalação começou a ser construída em 2014 e obteve autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para iniciar as operações em julho deste ano.

Segundo Carlos Bezerra, diretor da Termoverde Caieiras, a execução da usina de biogás só se tornou possível graças a alguns incentivos
governamentais que viabilizaram o projeto. “O desconto da Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição (TUSD) pela ANEEL; a isenção do PIS/COFINS /ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/10/31/Economia/Imagens/Futuro/aereaB.jpgpelo governo federal e ICMS pelo governo estadual possibilitaram a instalação. Mas ainda é pouco. É necessária uma política pública adequada de incentivo às energias renováveis para haver mais usinas como essas”.

 

 

[este artigo foi publicado na Gazeta do Povo no dia 31/10/16, confere o artigo completo aqui]

 

Análise da Possibilidade de Expansão de Pequenas Centrais Hidrelétricas no Brasil

eng-logo English

Um artigo de pesquisa dos pesquisadores sobre a identificação das principais limitações e potenciais de sustentabilidade na cadeia produtiva da Pequena Hidrelétrica (PCH) no Brasil pelo Prof. Dr. Christian Luiz da Silva (UTFPR), Mestre do programa PPGTE Geórgia Alana Hernández Santoyo (Universidade de Pinar do Rio, Cuba), Víctor Pérez Leon (Universidade de Pinar del Río, Cuba) e Mayra Casas Vilardell (Universidade de Pinar del Rio, Cuba), Alana Andréas Nowakowski (UTFPR) Foi publicado em Edição Especial Nexo Água e Energia da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente.

screen-shot-2016-10-06-at-11-16-28-am


Abstract:
As pequenas centrais hidroelétricas são estratégicas para a expansão da matriz energética brasileira e a sua expectativa de crescimento consta do Plano Nacional de Energia. Contudo, não é evidente como esta expansão efetivamente poderá ocorrer, considerando que apenas o potencial hidráulico não garante isso. Neste contexto, o principal objetivo dessa pesquisa é identificar os principais limites e potencialidades da sustentabilidade da cadeia produtiva de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Brasil, no contexto das dimensões ambiental, social, econômica e institucional. No que tange à metodologia da pesquisa, ela pode ser classificada como aplicada e exploratória. Os dados empregados são secundários e foi utilizada a técnica de análise qualitativa. Para a identificação dos gargalos e potencialidades, foi realizado um mapeamento da estrutura da cadeia de produção das PCHs no país. Em seguida, foram estudadas, de forma mais aprofundada, cinco etapas que compõem a cadeia: recurso natural, geração, transmissão, distribuição e comercialização. Na sequência, foram utilizados cinco critérios (importância, probabilidade, temporalidade, efeito e abrangência) para classificar os fatores identificados em cada etapa. Por fim, estabeleceu-se um critério de agregação e definiu-se um índice de significância para a potencialidade e para o limitante de cada etapa da cadeia. Como resultados, foram identificados 20 limites e 17 potencialidades relacionadas com a cadeia produtiva das PCHs no Brasil. Concluiu-se que para tornar o setor mais competitivo são necessários alguns esforços para reduzir os impactos socioambientais negativos decorrentes da instalação das PCHs, tais como das áreas alagadas e das famílias reassentadas, bem como ajustar alguns aspectos legais e técnicos relacionados com o meio ambiente e a comercialização de energia. Por outro lado, o potencial hidráulico e a consolidação dos fabricantes de turbinas e geradores ratificam as PCHs como estratégicas e potenciais para o país.

Palavras-chave: energia renovável; Pequenas Centrais Hidrelétricas; cadeia produtiva; fatores determinantes da competitividade; sustentabilidade.

Energia renovável bate recordes mundiais em 2015, mostra relatório

eng-logo English

Um aumento no novo vento, plantas e capacidade solar e hidráulica viu energia renovável esmagar registros globais no ano passado, de acordo com um relatório sobre a nova oferta. Alguns 147 gigawatts de eletricidade renovável veio em linha em 2015 – o maior aumento anual de sempre e tanto quanto da África toda a capacidade de geração de energia. Investimento em energia limpa aumentou para US $ 286bn (£ 198bn), com a contabilidade da energia solar por 56% do total de energia e vento para 38%.

Leiao artigo completo em http://meioambienterio.com/2016/06/17169/energia-renovavel-bate-recordes-mundiais-em-2015-mostra-relatorio/

img_0078-2

Participação dos nossos pesquisadores em evento da ITAIPU Binacional

eng-logo English

Nossos pesquisadores participaram do “Seminário Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento com foco no nexo Água, Energia e Alimentos” do 17 a 19 de maio de 2016 no Parque Tecnológico Itaipu fazendo parte de um grupo de estudantes da Profa. Sigrid Andersen e pesquisadores do programa MADE e de Engenharia Ambiental da UFPR. Depois do evento os pesquisadores também participaram de um curso de SIG especializado em gerenciamento de recursos hídricos foi oferecido pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH).

 

Expansão do bioetanol e suas conseqüências

eng-logo.png English

A revista Tropical Conservation Science em um estudo pesquisa os efeitos da expansão da produção da cana de açúcar para a exportação e quais são as medidas para diminuir os efeitos no ecossistema da Mata Atlântica.

Este material e outros você acha nas nossas Sugestões de Revistas e Artigos!

Fig_1_cana_acucar_veiculos_alcool_ethanol

Bernard, E., Melo, F. P. L. and Pinto, S. R. R. 2011. Challenges and opportunities for biodiversity conservation in the Atlantic Forest in face of bioethanol expansion. Tropical Conservation Science Vol. 4(3):267-275. Available online: www.tropicalconservationscience.org or here.

O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana de açúcar, uma alternativa à gasolina. Grandes empresas, incluindo companhias petrolíferas internacionais, estão atentas ao potencial do etanol brasileiro e estão investindo na produção e expansão das plantações de cana no país. O crescimento do mercado de etanol e o atendimento da sua demanda impõem alguns desafios conservacionistas ao Brasil. O mercado aponta para a expansão da área plantada com cana, mas isto poderá ser extremamente prejudicial à conservação do restante da biodiversidade da Floresta Atlântica brasileira. O impacto desta expansão será ainda mais severo nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, a segunda maior região produtora de açúcar e etanol do país, e uma das porções mais ameaçadas de florestas tropicais do planeta (apenas 12% restante, ~ 1% legalmente protegido), com a maior parte dos fragmentos florestais menores que 100 ha e várias espécies endêmicas na iminência da extinção. Defendemos aqui que ao invés de expandir a área plantada, o aumento da produtividade deveria ser a solução mais lógica e ambientalmente correta para a região. Mais além, indicamos que o desafio atual é aumentar o número de empresas sucro-alcooleiras que adotem melhores práticas de gerenciamento ambiental e transformar estes programas em oportunidades reais para a restauração da biodiversidade e dos serviços ambientais em um ecossistema em eminente colapso. Recomendamos com veemência que as usinas de cana deveriam dar um passo além e, pelo menos, garantir a proteção dos habitats restantes além do que está estabelecido pela legislação ambiental atual.

Mata_Atlantica

Investimento em Projetos de Energia Renovável em Mercados Emergentes Gera Retornos Mais Elevados

eng-logo.png English

A página de notícias sobre energias renováveis Clean Technica reporta que investimentos em projetos de energias renováveis em mercados emergentes rendem mais. Leia o artigo completo aqui: Renewable Energy Project Investment In Emerging Markets Yields Higher Returns

Investir em projetos de energia renovável em mercados emergentes tem retornos que são, em média, 28% maiores do que na Europa ou na América do Norte.

As descobertas fazem parte do recém-lançado Mercatus Global Advanced Energy Insights Report Volume IV, publicado pela Mercatus, empresa de software baseada em nuvem, que oferece software para ajudar a avaliar digitalmente as ofertas de energia renovável. O relatório baseia-se em dados de projetos de energia em vários estágios de desenvolvimento gerenciados na Plataforma de Gerenciamento de Investimentos Energéticos da Mercatus em 2015. Especificamente, as taxas internas de retorno para projetos de energia renovável nos países em desenvolvimento são 28% Europa e América do Norte.

“Pode ser hora de repensar a famosa fórmula de J. Paul Getty para o sucesso: levantar cedo, trabalhar duro, golpear o petróleo”, disse Haresh Patel, CEO da Mercatus. “Para os investidores de energia hoje, uma fórmula mais bem sucedida pode girar em torno de projetos de energia renovável, especialmente em mercados emergentes. Se houvesse um fundo negociado em bolsa (ETF) para esses projetos em desenvolvimento, acho que os investidores mais exigentes considerariam seriamente a compra de ações “.

Vários pontos-chave merecem ser retirados do relatório:

Em 2015, verificou-se um crescimento rápido para o desenvolvimento de tecnologias energéticas avançadas nos países em desenvolvimento, com o investimento nesses mercados correspondente ao dos países desenvolvidos pela primeira vez. Isso coincide com os números revelados em março pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que mostrou que, em 2015, os investimentos em energia renovável em países em desenvolvimento superaram os investimentos no mundo desenvolvido pela primeira vez. As economias em desenvolvimento e emergentes investiram um total de US $ 156 bilhões em energia renovável em 2015, enquanto os países desenvolvidos investiram US $ 130 bilhões.

Não é de surpreender, portanto, que a Mercatus conclua que “os mercados emergentes representam a maior fonte de crescimento da demanda por eletricidade e oportunidades crescentes de investimento para tecnologias avançadas de energia” a longo prazo.

Além disso, em uma escala maior, a Mercatus também descobriu que as empresas de energia estão se diversificando cada vez mais em tecnologias e geografia, proporcionando mais opções para os consumidores e minimizando riscos e capturando mais setores para eles.

Talvez o mais interessante dos resultados do novo relatório, no entanto, é o fato de que parece que as nações desenvolvidas estão mais interessadas em projetos solares de menor escala, enquanto os países em desenvolvimento estão buscando projetos solares de maior escala. O tamanho médio do projeto na Europa é de 3 MW, e na América do Norte 11 MW. No entanto, o tamanho médio do projeto na América do Sul é de 64 MW, em África é de 45 MW e 34 MW no Oriente Médio.

Isto não surpreende, dada a infra-estrutura de eletricidade existente nos países desenvolvidos – onde a energia renovável é uma fonte de eletricidade de transição. Nos países em desenvolvimento, contudo, a infra-estrutura elétrica não é tão arraigada e desenvolvida, o que significa que projetos de energia renovável de baixo custo não são apenas bons para o meio ambiente e metas climáticas nacionais, mas economicamente mais viáveis do que os tradicionais projetos de geração de combustíveis fósseis.

Energia eólica e solar estão esmagando combustíveis fósseis

eng-logo English

As energias renováveis têm crescido sem parar. A agência de notícias neoiorquina Bloomberg relata em um comunicado recente que a crescente acessibilidade e o custo de produção mais baixo facilitam os desenvolvimentos. Leia o artigo na Bloomberg:

Wind and Solar Are Crushing Fossil Fuels


 

solar_installations
As solar prices fall, installations boom Source: BNEF

U.S. oil patch heads to the insolvency zone, Source: BNEF