Mapa mostra: Paraná é mais ‘solar’ do que se pensava

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De acordo com o projeto “Mapa Solar” da Itaipu o estado do Paraná tem potencial inexplorado – e isso também é por causa de uma imagem errada sobre o uso da energia solar!

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Potencial Solar do Paraná. Crédito: Divulgação / Itaipu

“O Paraná tem um grande potencial para explorar a energia solar. Os valores médios de radiação e produtividade do Estado são mais elevados do que em 29 países da Europa e 59% superiores à média da Alemanha, o país com maior capacidade instalada do mundo. “Esta informação faz parte do último inquérito, 2006. Esta base de dados está em fase de atualização e fará parte do primeiro Atlas de Energia Solar do Paraná, que deverá ser lançado na segunda quinzena de abril.

Leia mais sobre o projeto Solar Map no site de Itaipu e veja a notícia no Portal Paraná!

Barueri (SP) terá Unidade de Recuperação Energética

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A primeira planta de queima de lixo urbano para geração de energia elétrica deve começar a ser construída ainda no primeiro trimestre de 2017, na cidade de Barueri, no estado de São Paulo. Chamada de Unidade de Recuperação Energética (URE), o empreendimento segue o mesmo modelo das usinas de países como Suécia, Noruega, Países Baixos e Alemanha.

No modelo instalado em Barueri os resíduos sólidos são queimados com a técnica chamada Mass Burn, ou seja, não requer nenhum tratamento prévio ou separação. Estes resíduos sólidos entram em combustão, gerando vapor que movimenta turbinas da mesma forma que uma usina termoelétrica faria. Parte da energia elétrica gerada é usada na própria planta, enquanto 87% segue para as redes de energia da cidade. Em inglês, esse tipo de geração de energia é chamada de Waste to Energy (WTE), ou “Lixo para Energia”.

Leia mais aqui no portal Ambiente Energia.

China anuncia US$ 174 bi em energia limpa até 2020

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Segundo o Portal Bem Paraná “o país mais populoso do mundo e também o maior emissor de gases de efeito estufa, a China, está investindo pesado em infraestrutura energética, destinada à produção de energia renovável. Nos próximos quatro anos, segundo a Administração Nacional de Energia da China, serão investidos US$ 174 bilhões em energia limpa. De acordo com a agência, as produções hidrelétrica e eólica devem concentrar a maior parte dos investimentos. Os objetivos são para o curto prazo, com medidas que devem estar em funcionamento até 2020. Além do impacto ambiental, pelo fato de substituir combustíveis fósseis pelas fontes renováveis, a política também deve gerar 300 mil empregos diretos e indiretos apenas no que diz respeito à energia eólica.”

Leia o artigo no Portal Bem Paraná aqui.

Para aprender mais sobre o caso da mudança na matriz  energética, recomendamos a leitura do artigo por Ming et al. (2014). No artigo publicado na Renewable and Sustainable Energy Reviews (Elsevier) entitulado “Review of renewable energy investment and financing in China: Status, mode, issues and countermeasures

Abstract

1-s2-0-s1364032113007752-gr1With the support of national policies, China’s renewable energy generation industry has experienced a rapid development period and entered the world forefront level, especially in the aspects of installed capacity and speed of newly installed capacity. However, with the rapid development of renewable energy, the power generation industry is facing more and more challenges, particularly in investment and financing. As for wind power industry, there are also some problems such as single financing channels, blindness of projects investment and so on, which will result in financing difficulties for some advanced projects. In addition, the problems for the investment of photovoltaic (PV) power generation leads to vicious competition and a tumble in international market, thus the overcapacity of China’s entire PV industry emerges. Generally speaking, the renewable energy industry is facing a seemingly contradictory predicament of funding deficiencies and blind investment, which is derived from the government-centered renewable energy investment and financing. This government-centered mode has promoted the development of renewable energy industry in the early stage, but it cannot be adapted to the requirements of sustainable development. In view of these, the problems of renewable energy investment and financing are deeply studied in this paper.

This paper proceeds as follows: Firstly, the overview of the development of China’s renewable energy industry is briefly introduced. Secondly, the status quo of China’s renewable energy investment and financing is explored in detail based on overview of the following five perspectives: investment situation; investment and financing bodies; investment and financing means; sources of funding and financing channels. 1-s2-0-s1364032113007752-gr21Secondly, the patterns and characteristics of renewable energy financing are summarized and a comparative analysis of wind power and photovoltaic power generation financing means is carried out. Finally, renewable energy investment and financing issues are discussed and further feasible proposals are put forward. In all, this paper is of great significance in the sustainable and healthy development of China’s renewable energy.

 

Análise da Possibilidade de Expansão de Pequenas Centrais Hidrelétricas no Brasil

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Um artigo de pesquisa dos pesquisadores sobre a identificação das principais limitações e potenciais de sustentabilidade na cadeia produtiva da Pequena Hidrelétrica (PCH) no Brasil pelo Prof. Dr. Christian Luiz da Silva (UTFPR), Mestre do programa PPGTE Geórgia Alana Hernández Santoyo (Universidade de Pinar do Rio, Cuba), Víctor Pérez Leon (Universidade de Pinar del Río, Cuba) e Mayra Casas Vilardell (Universidade de Pinar del Rio, Cuba), Alana Andréas Nowakowski (UTFPR) Foi publicado em Edição Especial Nexo Água e Energia da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente.

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Abstract:
As pequenas centrais hidroelétricas são estratégicas para a expansão da matriz energética brasileira e a sua expectativa de crescimento consta do Plano Nacional de Energia. Contudo, não é evidente como esta expansão efetivamente poderá ocorrer, considerando que apenas o potencial hidráulico não garante isso. Neste contexto, o principal objetivo dessa pesquisa é identificar os principais limites e potencialidades da sustentabilidade da cadeia produtiva de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Brasil, no contexto das dimensões ambiental, social, econômica e institucional. No que tange à metodologia da pesquisa, ela pode ser classificada como aplicada e exploratória. Os dados empregados são secundários e foi utilizada a técnica de análise qualitativa. Para a identificação dos gargalos e potencialidades, foi realizado um mapeamento da estrutura da cadeia de produção das PCHs no país. Em seguida, foram estudadas, de forma mais aprofundada, cinco etapas que compõem a cadeia: recurso natural, geração, transmissão, distribuição e comercialização. Na sequência, foram utilizados cinco critérios (importância, probabilidade, temporalidade, efeito e abrangência) para classificar os fatores identificados em cada etapa. Por fim, estabeleceu-se um critério de agregação e definiu-se um índice de significância para a potencialidade e para o limitante de cada etapa da cadeia. Como resultados, foram identificados 20 limites e 17 potencialidades relacionadas com a cadeia produtiva das PCHs no Brasil. Concluiu-se que para tornar o setor mais competitivo são necessários alguns esforços para reduzir os impactos socioambientais negativos decorrentes da instalação das PCHs, tais como das áreas alagadas e das famílias reassentadas, bem como ajustar alguns aspectos legais e técnicos relacionados com o meio ambiente e a comercialização de energia. Por outro lado, o potencial hidráulico e a consolidação dos fabricantes de turbinas e geradores ratificam as PCHs como estratégicas e potenciais para o país.

Palavras-chave: energia renovável; Pequenas Centrais Hidrelétricas; cadeia produtiva; fatores determinantes da competitividade; sustentabilidade.

Investimento em Projetos de Energia Renovável em Mercados Emergentes Gera Retornos Mais Elevados

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A página de notícias sobre energias renováveis Clean Technica reporta que investimentos em projetos de energias renováveis em mercados emergentes rendem mais. Leia o artigo completo aqui: Renewable Energy Project Investment In Emerging Markets Yields Higher Returns

Investir em projetos de energia renovável em mercados emergentes tem retornos que são, em média, 28% maiores do que na Europa ou na América do Norte.

As descobertas fazem parte do recém-lançado Mercatus Global Advanced Energy Insights Report Volume IV, publicado pela Mercatus, empresa de software baseada em nuvem, que oferece software para ajudar a avaliar digitalmente as ofertas de energia renovável. O relatório baseia-se em dados de projetos de energia em vários estágios de desenvolvimento gerenciados na Plataforma de Gerenciamento de Investimentos Energéticos da Mercatus em 2015. Especificamente, as taxas internas de retorno para projetos de energia renovável nos países em desenvolvimento são 28% Europa e América do Norte.

“Pode ser hora de repensar a famosa fórmula de J. Paul Getty para o sucesso: levantar cedo, trabalhar duro, golpear o petróleo”, disse Haresh Patel, CEO da Mercatus. “Para os investidores de energia hoje, uma fórmula mais bem sucedida pode girar em torno de projetos de energia renovável, especialmente em mercados emergentes. Se houvesse um fundo negociado em bolsa (ETF) para esses projetos em desenvolvimento, acho que os investidores mais exigentes considerariam seriamente a compra de ações “.

Vários pontos-chave merecem ser retirados do relatório:

Em 2015, verificou-se um crescimento rápido para o desenvolvimento de tecnologias energéticas avançadas nos países em desenvolvimento, com o investimento nesses mercados correspondente ao dos países desenvolvidos pela primeira vez. Isso coincide com os números revelados em março pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que mostrou que, em 2015, os investimentos em energia renovável em países em desenvolvimento superaram os investimentos no mundo desenvolvido pela primeira vez. As economias em desenvolvimento e emergentes investiram um total de US $ 156 bilhões em energia renovável em 2015, enquanto os países desenvolvidos investiram US $ 130 bilhões.

Não é de surpreender, portanto, que a Mercatus conclua que “os mercados emergentes representam a maior fonte de crescimento da demanda por eletricidade e oportunidades crescentes de investimento para tecnologias avançadas de energia” a longo prazo.

Além disso, em uma escala maior, a Mercatus também descobriu que as empresas de energia estão se diversificando cada vez mais em tecnologias e geografia, proporcionando mais opções para os consumidores e minimizando riscos e capturando mais setores para eles.

Talvez o mais interessante dos resultados do novo relatório, no entanto, é o fato de que parece que as nações desenvolvidas estão mais interessadas em projetos solares de menor escala, enquanto os países em desenvolvimento estão buscando projetos solares de maior escala. O tamanho médio do projeto na Europa é de 3 MW, e na América do Norte 11 MW. No entanto, o tamanho médio do projeto na América do Sul é de 64 MW, em África é de 45 MW e 34 MW no Oriente Médio.

Isto não surpreende, dada a infra-estrutura de eletricidade existente nos países desenvolvidos – onde a energia renovável é uma fonte de eletricidade de transição. Nos países em desenvolvimento, contudo, a infra-estrutura elétrica não é tão arraigada e desenvolvida, o que significa que projetos de energia renovável de baixo custo não são apenas bons para o meio ambiente e metas climáticas nacionais, mas economicamente mais viáveis do que os tradicionais projetos de geração de combustíveis fósseis.